Manual de "Estudos de Mercado e Consumidores" > Amostragem não - probabilística > Texto
 
 

Estudos de Mercado e Consumidores
Pedro Santos Pereira; J.A. Rousseau
 
Amostragem não - probabilística

Quanto às amostras não-probabilísticas, elas caracterizam-se sobretudo por não ser possível assegurar que sejam representativas de toda a população; daí segue-se que não podemos determinar a sua dimensão, de modo a reduzir o erro, nem inferir o grau de confiança para os parâmetros da população que nos interessam.

Amostragem de conveniência – utilizam-se determinados indivíduos por uma razão muito simples – apenas porque eles estão ali. Este tipo de amostra não tem qualquer valor científico, não é representativa e qualquer aumento da sua dimensão só conduz a conclusões ainda menos precisas. Pode ser, e é efectivamente, utilizada como ferramenta exploratória.

Amostragem propositada – usam-se elementos porque esses, e só esses, respondem a determinados critérios.

Amostragem por quotas – é das mais utilizadas apesar de não ser cientificamente correcta. Nesta, a população é dividida em subcategorias e os elementos da amostra são escolhidos de acordo com quotas e critérios previamente estabelecidos.

Amostragem ajuizada ou escolhida – aquela que o investigador acredita ser representativa da população. Neste caso, a amostra será tão boa quanto melhor tenha sido o juízo do pesquisador ou perito, o que nem sempre conhecemos à partida. É muito utilizada em mercados de reduzida dimensão, nos quais existem peritos com um conhecimento muito profundo e pormenorizado dos elementos que constituem a sua população.

Anterior Seguinte

Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego,
co-financiado pelo Estado Português e pela União Europeia, através do FSE.

Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Secretaria de Estado do Emprego e Formação

  ©Novabase