SPI lidera estudo internacional para reforçar o empreendedorismo e as PME em Angola
A Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI) tem o prazer de anunciar a liderança do consórcio selecionado pela Agence Française de Développement (AFD) para desenvolver um estudo estratégico destinado a identificar oportunidades de intervenção no ecossistema de pequenas e médias empresas (PME) e do empreendedorismo em Angola.
Com um orçamento total de 112.900 euros e uma duração total de seis meses, este projeto financiado pela AFD no âmbito do contrato SYF-2025-0075, pretende apoiar futuras iniciativas que promovam a diversificação económica, reforcem o ambiente de negócios e melhorem o acesso ao financiamento para empreendedores e empresas em crescimento.
O estudo acompanha as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Desenvolvimento 2023–2027 e políticas públicas de empreendedorismo coordenadas pelo INAPEM, respondendo aos principais desafios enfrentados por empreendedores e PME, nomeadamente, barreiras regulatórias, acesso limitado ao crédito, falta de serviços de apoio ao negócio e fragilidades na formação técnica e digital. O estudo deverá produzir três resultados principais, nomeadamente, um diagnóstico atualizado do ecossistema de PME e empreendedorismo, identificando oportunidades de investimento e os segmentos menos atendidos. O segundo resultado está ligado aos modelos de intervenção e opções estratégicas para a AFD, incluindo possíveis instrumentos financeiros, esquemas de assistência técnica e estruturas nacionais capazes de acolher programas de apoio. Por último, uma visão integrada para futuras operações, garantindo complementaridade com iniciativas do Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e União Europeia.
Enquanto líder, a SPI assegura a coordenação global, a análise estratégica, o mapeamento institucional e a formulação das opções de intervenção para reforçar o ecossistema de PME e empreendedorismo em Angola. O consórcio integra também a EBN, a IPC e a Renascença Digital, reunindo competências complementares em financiamento de PME, desenvolvimento empresarial, género, inclusão e sustentabilidade.
O impacto previsto inclui a melhoria do acesso ao financiamento, o reforço das capacidades das instituições nacionais e o contributo para a criação de emprego e para a diversificação económica do país.